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Publicado em outubro 16th, 2015 | pela Tia Luí

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bebês + gatos = socorro vou morrer de amor <3

vc tá lá, toda feliz com seus gatos, a rotina super estabelecida, felizona, marido, pelinhos pela casa, caixas de areia na lavanderia e de repente vc engravida! e agora? como será? como seus gatos vão reagir com a chegada do bebê? será que eles vão aceita-lo? será que vão arranhá-lo? e o bebê? será que vai puxar os pelos dos gatos? comer areia da caixa?

calma, gente! calma! bebês e gatos podem conviver super bem juntos e vamos provar isso com este post. eu chamei uma equipe de mamães dispostas a compartilhar esta experiência com a gente e olha, que delícia ler os depoimentos e ver todas as fotos fofas. ah, tia luí, vc pegou umas loucas dos gatos para falar bem de gato e daí é marmelada. nananinanão! eu chamei tb uma pediatra e uma vet especialista em gatinhos para vcs perderem este medo bobo de gatos e bebês e gravidez, ok?

não sou mãe ainda, mas penso que quando eu for, vou tentar agir o mais naturalmente possível. afinal, se meus gatos são meus filhos, a chegada de um bebê nada mais é que a chegada de um novo irmão para os peludos. mas, como apresenta-los?

a dra. estela pazos, veterinária com mais de 15 anos de experiência e especialista em felinos conta que nos primeiros dias o ideal é deixar o gato perceber a presença do bebê mas sem ter contato direto. “deixe que o gato cheire as roupinhas do bebê, o berço/carrinho. nesse período o gato também irá se acostumar com o choro e os sons do bebê. após 2 ou 3 dias podemos deixar que o gato se aproxime do bebê, sempre com supervisão até que ele não estranhe mais”, conta.

se vc já tem um bebê e está a fim de adotar um gatinho também pode. neste caso é ainda mais fácil. “é mais fácil adaptar a chegada do gatinho, pois ele está chegando a um novo ambiente, novas pessoas e nova rotina. vale a mesma dica de adaptação: mostrar o bebê aos poucos para que o gatinho se acostume com ele, com seus cheiros e barulhos”, conclui.

a carol, mãe do maravilindo valentin, de quase 5 meses, mostrou toda a rotina dela com os gatinhos tanto na gravidez como depois da chegada do tintin. é uma maravilha, pessoal, sigo ela no snapchat (@tchulim) e fico horas babando hehehe. ela conta que a gravidez foi muito tranquila e não houve quase nenhuma alteração na rotina com os gatos. “a única coisa que mudou foi que durante os nove meses eu não limpava mais a caixinha de areia deles, só o fábio (pai do tintin) limpava”. com a chegada do tintin a carol usou a dica instintiva do cheiro do bebê <3. “o fábio, levou para casa uma roupinha da maternidade com o cheiro do bebê antes de eu ir pra casa. ao chegar em casa, apresentamos o tintin no primeiro dia mesmo, deixamos no bebê conforto na sala, os gatos vinham, cheiravam, ficaram curiosos e a partir daí envolvemos o bebê em nossa rotina. a única mudança foi o fato dos gatos dormirem com a gente sempre e, nos primeiros dias, não deixamos eles entrarem no nosso quarto, pois fazemos cama compartilhada com o nenê. hoje em dia dormimos todos na cama hahaha”.

tintin, miu e peepoca = melhor cama <3
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este lance de dormir juntinho com os gatos é bem individual, né? tenho clientes que mesmo sem crianças preferem manter os gatos fora do quarto. eu, particularmente, amo dormir com eles encostadinhos em mim. por sorte o meu namorado gosta tb e a gente divide a cama numa boa. a dra. silvia bruno, pediatra e minha cliente de catsitter, conta que nos primeiros dias é legal mesmo evitar que os gatos durmam com o bebê, isso pq, segundo ela, é ideal que os bebês não durmam tb com os pais (como aguentar???). “já está mais que comprovado cientificamente que o risco de morte súbita aumenta consideravelmente quando bebês e pais compartilham a mesma cama. logo o gatinho pode ficar com os pais neste começo, mas o bebê deve dormir no berço, em segurança”.

depois de apresentado, gatos acostumados, é importante ficar de olho na interação. nos primeiros meses os bebês notam pouco a presença dos gatos. tudo é a mamãe! mas e depois que eles começam a notar a existência daqueles seres peludinhos? o que fazer? a nathalia drummond, mamãe do miguel, do póllux e da bifum, conta que o miguel começou a notar a presença dos peludos só com três meses. “foi nesta fase que notei que o miguel começou a acompanhar o movimento dos gatos e querer sentir a textura dos pelos com a mão. os gatos reagiram super bem. nunca tivemos nenhum estresse e por isso nunca controlei a interação entre eles. o pollux, nosso macho, é o travesseiro do miguel. ambos adoram e os gatos passam bastante tempo deitados na cama que fica ao lado do berço do nenê. só evito que eles entrem no berço enquanto o miguel está dormindo e só é necessário colocar o mosquiteiro que eles já entendem aquela barreira”.

póllux e miguel. vamos ter que morder *__*
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já a roberta furtado, mãe do mathias e a verdadeira louca dos gatos, afinal, ela convive com 16 felinos em casa e conta que a interação entre os pequenos e o bebê foi ótima! os gatos só ficaram com acesso restrito ao quarto do bebê nos primeiros meses, depois: tudo liberado hehehehe . “o mathias adora os gatos, ele sorri e quer pegar, começou interagir com eles entre 2/3 meses. ele é meio felícia ainda, não tem noção da sua força, os gatos mais bonzinhos deixam ele virá-los de ponta cabeça, os outros apenas correm dele. como o mathias não tem controle/coordenação ainda, fico de olho mais pra ele não machucar os gatos, mas sempre ensino que no gatinho tem que fazer carinho e ele reage super bem”.

mathias e a scarlet. como não amar?
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tratando a coisa com naturalidade é possível ter harmonia nesta convivência e perpetuarmos nosso clã de adoradores de gatinhos hehehe. afinal, se nós gateiras não tivermos filhos, como vamos criar uma segunda geração de loucas por gatos? temos que passar este amor para a criançada, né? o legal é que se este começo for tranquilo, a tendência é melhorar sempre.

a alice, filha da luciana siqueira e irmã de 6 gatinhos: haroldo, nicolau, monalisa, caillou, dora e bimbo, já está com 2 anos e 10 meses (uma moça!!) e desde bebê teve contato com eles. “ela sempre curtiu os gatos. no começo, ela ia atrás dos gatos primeiro rolando, depois engatinhando. hoje adora pegá-los, fazer e carinho.

alice esmaga o haroldo mesmo. a gente te entende <3
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a lu conta que o segredo foi compartilhar todos os momentos da alice com os gatinhos. “eu apresentava tudo para eles, as roupinhas que ela ganhava, brinquedos, o quartinho. eles foram apresentados a tudo. depois, enquanto eu estava na maternidade o meu marido, rodrigo, levou algumas roupas da bebê – depois de usadas – para eles já se acostumarem com o cheirinho dela. e quando voltamos pra casa eu entrei sem a pequena me sentei no chão e falei para cada um o quanto os amava. a veterinária comentou que eles poderiam me ignorar por eu estar com um cheiro diferente. beijei todos e eles me receberam muito, muito bem. depois o meu marido entrou com a bebê e eles foram com muita calma olhar para saber o que era aquele ser estranho. hoje, minha filha ama os nossos gatos! fala deles para deus e o mundo e até foi conosco para resgatar o bimbo. que é o filho mais novo da casa”.

é importante lembrar que cada gato tem personalidade própria e por isso vale observar como cada um deles vai reagir. os da carol reagiram de forma bem individual. “cada gato reagiu de uma forma, assim como na apresentação, alguns se isolaram, outros claramente ficaram enciumados e tentam chamar atenção, e outros querem ficar super próximos do nenê, notei que os dois gatos mais novos estão agressivos com a gata mais velha da casa, estão brigando bastante entre eles e nem o feliway resolveu, mas independente de tudo, eu sempre separo um tempinho do dia para me dedicar aos gatos, pois eles sentem muito que perderam a atenção quase que exclusiva antes do tintin. em casa estou tentando conciliar carinho para todos mas eles ainda estão bem carentes. se eu pudesse dar uma dica, seria para nunca jamais deixar seu gatinho por causa do nenê, gatos são como filhinhos também e com o tempo e amor as coisas se ajeitam”.

HALP! quero sequestrar o tintin
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é como eu sempre digo, amor e paciência resolvem tudo. assim como resolvem a chegada de um segundo gato, resolvem a chegada de um bebê e até acalmam gatos mais arisquinhos. bebês e gatos são bênçãos. eu amo vê-los interagir. mas se acontecer de ter alguma situação como a carol detalhou, a dra. estela dá algumas dicas. “alguns meses antes do bebê nascer, já separe o quarto dele e busque sons de bebê na internet para o gato se acostumar e saber que aquele local será do bebê e já estar mais familiarizado aos sons. homeopatia e florais também ajudam muito. eles são indicados para gatos mais estressados ou muito apegados ao dono que podem sentir mais a chegada do bebê”. mas lembrem: florais e homeopatia devem ser receitados por um profissional capacitado para tanto.

o grande segredo é não ter pressa. “o gato precisa sentir confiança e perceber que aquele bebê não é uma ameaça a ele. se respeitarmos esse limite de tempo, logo teremos bebê e gatinho dormindo juntinhos”, conta estela. depois é só curtir e apertar todos bastante. gatos podem ser excelentes para o desenvolvimento do bebê. ao contrário do que se imagina, eles podem ajudar a evitar o desenvolvimento de alergias, já que em contato com eles desde cedo vão se acostumando com os pelinhos. além disso, crianças que crescem com animais de estimação, tendem a ser mais amorosas e responsáveis. mas claro, é importante que os pais expliquem que o gatinho é uma vidinha e que precisa ser cuidada. além de compartilharem funções como limpeza de caixas de areia (para crianças maiores) e os cuidados com a alimentação dos peludos. no mais, é só aproveitar bastante, né?
<3

* esta é uma corrente de whiskas brasil contra o preconceito aos gatos. participe: marque um amigo que acredita nessa história *

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Sobre a Autora

Tia Luí

é a louca dos gatos. Mãe de quatro peludos: Senhor Nicolau, Miguel Cara Preta, Lorena e Rita (Preta). Também tem um sobrinho cachorro e maluco, o Bubu. Luí é catsitter há mais de cinco anos e ama cuidar dos gatinhos das pessoas como se fossem dela <3



12 Responses to bebês + gatos = socorro vou morrer de amor <3

  1. emily says:

    Tia Lui. Obrigada pelo post, compartilhei cozamigo e parentes. Grávida ouve cada pérola! Rsrs

  2. Silvia Cordeiro de Souza says:

    Eu amo gatos eu tbm criei meus filhos com meus gatos juntos, so foi amor sempre entre todos nois

  3. Marta says:

    Adoreeeeei a matéria! Parabéns!

  4. Jéssica Mynssen says:

    Adorei a matéria pois os gatinhos sofrem muitos preconceitos por conta da toxoplasmose, jamais deixaria meus gatinhos, tudo é informação e se tratando disso minha doutora me deixou bem tranquila. Hoje meu bebê tem 03 meses e deixo eles se descobrirem , meus gatinhos respeitaram muito, no inicio nem entravam mais no meu quarto, mais foram naturalmente se acostumando com a chegada do bebê. Acho lindo , e não vejo a hora de vê-los brincando pela casa.

  5. Lorena says:

    Adorei o post! Aqui em casa a única mudança durante a gravidez foi a caixinha de areia ser limpa só pelo marido tb! Quando Sara chegou, tirei os meus dois peludos do quarto por uns 2 meses na hora de dormir. A fêmea, Ártemis, sentiu mais… As vezes miava na porta e meu marido precisava sair e leva-la pra outro quarto e dormir com ela um pouquinho. Apolo, o macho mais lindo desse mundo felino, nem ligava! Até hj Temi é mais arisca com a Sara. Adora dormir no berço dela, mas não deixa Sara colocar a mão nela. Já Apolo deita e vira o barrigão pra Sara apertar, esmagar, deitar em cima… Rsrs! Ela AMA os gatos. Morre de rir só de olhar pra eles! Temi sempre foi muito apegada a mim, até mamava no meu dedo da mão quando adotei… Acho que ela realmente se sentiu um pouco traída, e ainda tem ciúme da Sara. Mas quando sara nasceu, ela que só aceitava o meu toque, aprendeu a aceitar carinho de outras pessoas porque eu não podia mais estar 100% com ela! Se tornou mais sociável, e hoje É a primeira a ir esperar na cama quando da a hora de dormir! Já Apolo sempre foi grudado no meu marido. Pede até colo. Continua um gatão tranquilo e muito fofo… Amo meus filhos! Os pelos, com um bebe, dão um desespero, principalmente em época de troca, mas o trabalho vale a pena. Não vivo sem meus gatos e minha gatinha!!! Os filhotes tem 2 anos e 5 meses (são irmaozinhos) e Sara está com 10 meses. Nem sei expressar o quanto eles me fazem felizes!!!

  6. evelynrocha says:

    eu teho dois gatos o mais velho sadam russem e o meor salem eles sao demais

  7. Elaine Leite says:

    AMO ESSES PELUDOS TENHO O LEOPOLDO E TUDO QUE DIZ RESPEITO A GATOS ME INTETESSA

  8. Jaqueline says:

    Amei o post!
    Muitas dúvidas solucionadas;):D compartilhar já !:*

  9. Fabiana says:

    Olá Tia Luí
    Tenho meu felino Folgado, peguei ele na rua ainda bebê. Sempre cuidei da cx de areia e da comida dele, quando engravidei do Nicollas tive que parar de cuidar da cx e evitar de ficar com Folgado agarrado (ordens médica) com isso Folgado ficou enciumado e começou a me atacar rsrsrs
    Toda vez que eu olhasse pra ele, ele me mordia.
    Ele não deixa mas fazermos carinho nele, fica miando desesperadamente querendo atenção e quando vou fazer carinho e dar beijinhos ele morder.
    Agora Nicollas está com 8 meses e adora o Folgado mas tenho medo de deixar ele chegar muito perto. Queria muito ver os dois bem amigos.

  10. Aline says:

    Amo gatos tenho 2 gatos um macho e imã femia e eles vivem brigando e se lenbendo

  11. Natália says:

    Post perfeito.
    Estou grávida e meu Lorenzo nasce em Fevereiro. Tenho dois bebês de 4 patas que amo de paixão e quero muito ver todos como uma só família, todos se amando muito.

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